Por amar...


E por amar às vezes sou egoísta. Por amar me recuso a dividir. Por amar sei que sou chata, intransigente, tudo por que amo demais e não consigo enxergar que amar nada tem a ver com amarrar. Mas eu amo. Eu amo e amarro. Se eu soltar, posso perder. Se eu perder, posso morrer. E se eu morrer? Quem vai se importar? Por amar demais eu choro de alegria e rio de tristeza. É por amar que vivo fazendo e falando besteiras. Posso até amar errado, mas por amar vou persistir errando, amando, clamando perdão enquanto observo inerte esse amor frenético aumentar. (Nos alicerces)

Eu amo


Sim. Eu amo. Eu sei que por mais que eu não consiga conjugar na forma direta esse amor tem direção certa. Nenhuma vírgula cabe entre ele por que não resta sombra de dúvidas. Eu amo. Eu amo com todas as reticências possíveis, com toda força da exclamação, sem ponto final nem de interrogação. Eu amo sem beijo, eu amo sem sexo, eu amo inconstante, eu amo sem nexo. Eu simplesmente amo. (Em construção).

A paz e eu










A paz saiu de fininho pela porta do meu quarto
Não quis deixar rastros.
Astuta, deixou-me aflita
Suave, mandou uma brisa
Aos berros, não aceitei
Nervosa, por tudo chorei
Angustiada, então pedi:
Volta pra mim?

O ânimo e eu










O ânimo ligou pra mim
Tentou me fazer sair da cama:
Prontamente eu recusei.
Chamou-me pra uma festa:
Imediatamente rejeitei.
Falou-me em estudos, amigos, futuro...
Enfadada, bocejei.
Desanimado e frustrado eu o deixei!

O amor e eu









O amor me deixou.
Desalmado, ele sumiu!
Levou seus beijos para outros lábios.
Os seus abraços, para outros braços.
Suas doces palavras, nunca mais ouvi
E eu que achei que era pra sempre
Boba, eu me iludi!

A felicidade e eu










A felicidade me pediu um abraço
Distraída, não atendi
Triste, ela quis partir
Aflita, a deixei passar por mim
Eu a vi aos risos com pessoas ao meu redor
Eu a vi brindando com casais e amigos à beira mar
Infelizmente, não pude participar
E ela mesmo de longe, sorriu pra mim.